Artigos

Jesus e os diferentes

Ao lermos as escrituras percebemos por tantas vezes à maneira carinhosa e atenciosa que Jesus dava aos diferentes. Sempre fez parte de sua missão incluir em sua agenda pessoas que não eram nada, que na maioria das vezes eram excluídas pela massa. Foi assim com a mulher samaritana, o cego de nascença, o Publicano Zaqueu, o ladrão da cruz e com os leprosos. Acolhendo-as de uma forma proativa. Muitas vezes encaramos o indígena como diferenciado ou espaciais e não especiais que por sua vez temo-os como objeto de nossa admiração ou marketing para uma propaganda de algum produto nativo da Amazônia.

É muito raro encontrarmos um ambiente que sentimos bem não tanto pelo preconceito que advêm do desconhecido, mas pela falta de disposição para conviver com o diferente, sem ao menos ser alvejado por um fleche de uma máquina digital ou por um celular de última geração.

Achavamos que isso não ocorreria em um ambiente religioso, já que a espiritualidade nos remete a aprender, a acolher. Puro engano: às vezes deixamos de freqüentar algumas igrejas ou recintos pluralistas por sentirmos excluídos. O ar condicionado, o púlpito, ritual, terno e gravata, o show.. É mais importante que as pessoas. Temos que voltar às páginas por onde Jesus passou onde ensinou a paciência, a contemplação do diferente embutido de uma beleza impar; embelezou o desconhecido, o estragado, o desambientado, entregando-o de volta a uma sociedade para ser um canal de benção e admiração. Ele nos ensinou um amor incondicional. Eu falo de alto e bom som o indígena e muito, mas muito especial para Deus se isso não fosse Ele não diria. ”toda raça tribo, língua e nação”.

Quero animá-los a receberem com muita alegria o indígena e contemplar como especiais. Saber receber e ser hospitaleiros sem imposições e juntos orar sem barganhar, com uma adoração espontânea. Enfim saber ser gente de novo....

Do amigo
Henrique Terena

 
Quarta Abril 23 , 2014