Domingo Junho 25 , 2017

 

Depois de quase três horas de viagem, chegamos à Miranda cidade próxima à divisa do Brasil com o Paraguai. A cidade ficou ao lado, enquanto nosso carro, uma Landrover, tomou a direção da aldeia Terena de nome Moreira, aonde seria o encontro de jovens que reuniria etnias indígenas de toda a região Centro Oeste, amazônica e aqueles vindos do Paraguai. Um grupo de tucanos coloridos em revoda nos deu as boas vindas. Ao chegarmos no centro da aldeia aonde seria o evento, o pastor Henrique Terena, líder do COMPLEI - Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas, nos recebeu com muita alegria e amor.

Meu contato com o evento foi feito através de minha amiga e sócia, gerente da Life Comunicação, Susie Ungaretti, que ama e apoia este projeto.

 

No decorrer do dia chegaram as caravanas. Até este dia, para mim todos os índios eram iguais, mas não são. Cada grupo étnico tem suas características, cores, feições, língua e cultura. Porém o que me impressionou foi o número de jovens, crentes e buscando a Deus. Os números divulgados pelos missionários são animadores. Em quase todas as etnias brasileiras já existem convertidos e Igrejas. Mesmo que o desafio ainda seja grande, a obra feita por missionários tem sido eficiente e intensa. Pudemos ver isso, conversando com muitos deles presentes no congresso. Noruegueses, alemães, americanos, canadenses, coreanos e muitos brasileiros, formam esta legião de guerreiros da fé que nos últimos 100 anos levaram a fé cristã às mais longínquas aldeias.
O que, entretanto já se vê com entusiasmo, é o número enorme de pastores indígenas, que hoje pastoreiam seus iguais. De acordo com o Pastor Terena, a grande maiorias dos líderes desses projetos já são oriundos de suas próprias tribos e etnias. Na aldeia onde estávamos, lá estavam as as provas disso: Igrejinhas pastoreadas por nativos Terenas com revelação e graça de Deus para alcançar seus semelhantes.

O trabalho desses irmãos é visível, pois, mais de 80% dessa aldeia e da vizinha chamada Passarinho, já são convertidos a Cristo. Os pagés, antigos curandeiros, que defendem em muitos segmentos indígenas as tradições, ali já não mais existem. Até mesmo o cacique local, presente na abertura do evento, já é convertido.

A parte negativa foi ver que ainda a igreja brasileira precisa ainda acordar para esta frente missionária. O investimento ainda é pequeno. Por falar em investimento, encontrei tambémoutra realidade. Os investimentos governamentais nestas sociedades são pífios, pois segundo os próprios índios isto deve-se ao fato de não serem eleitores. Dessa forma as comunidades penam, por falta de recursos e os pastores que lá trabalham, têm que desdobrar-se para ajudar socialmente, com alimentação e ajuda de todo tipo com as pequenas verbas que recebem. A agricultura e pecuária são pequenas e vesse a sombra da miséria, que é atenuada unicamente pela presença da Igreja.

Assim depois de três dias de trabalho, oração, adoração e pregação, tive a alegria de levar um cacique Xingu a Cristo, que tornou-se meu amigo e irmão pra sempre.
Vamos lá irmãos, vamos orar e olhar para a Igreja Indígena, com outros olhos. Olhos de amor e investimento.

Asaph Borba